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Amado povo brasileiro! Hoje, aqui, só se fala com o sotaque de Portugal.

Aos longos dos meus anos vividos em Lisboa aprendi muito sobre a cultura portuguesa e de como sua colonização interfere em meu dia-a-dia no Brasil.  Costumarão-se indicar uma anedota:

O rapaz vai para o inferno. Chega e vai a recepção.

– Olha, vais ter duas opções: Inferno Alemão ou o Português.

– Bom, qual a diferença?

– No inferno Alemão tens de comer uma colher de merda ao dia, no português um balde.

– Acredito que ficarei com o Inferno Alemão.

Dado isto, o rapaz começa a perceber que mesmo ele comendo uma colher é o inferno português que a felicidade rola solta. Então, curioso, ele pergunta aos portugueses por que de tal felicidade.

– Então, digam-me lá… que merda é esta?

– O rapaz não conhece como funciona o Inferno Portugal?

– Não!?

– Quando a merda não a balde. Quando a balde não há merda. Então nunca se come.

Bom, isso explica esse jeitinho brasileiro de levar as coisas.

Bom, em relação ao Zeca: é o compositor e uma das figuras publicas mais importantes de toda Portugal.  A vida pessoal é cheia de acontecimentos: mudanças de país, casamento a escondida, jogado de futebol do Acadêmica, anos de Chumbo, e o envolvimento com o fado de Coimbra.

agora vem a cola do Wikipédia que não vai mentir:

Do início da carreira docente até à Década de 1960[editar]

Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel. Para sustentar a sua família, Zeca Afonso dá explicações e faz revisão de textos no Diário de Coimbra. Pela mesma altura grava o seu primeiro disco, Fados de Coimbra. Tem grandes dificuldades econômicas, como refere em carta enviada aos pais em Moçambique. Ainda antes de terminar o curso, é lhe permitido leccionar no Ensino Técnico.

Cumpriu, de 1953 a 1955, em Mafra e Coimbra, o Serviço Militar Obrigatório; pouco depois, começa a leccionar, passando, sucessivamente, por Mangualde, Alcobaça, Aljustrel, Lagos, e Faro.2 Iniciou as suas funções como professor em Lagos no dia 29 de Outubro de 1957, na Escola Comercial e Industrial Vitorino Damásio.2

Em 1956 é colocado em Aljustrel e divorcia-se de Maria Amália. Em 1958 envia os filhos para Moçambique, que ficam ao cuidado dos avós. Entre 1958 e 1959 é professor de Francês e de História, na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.

Apesar das exigências da sua profissão, não esqueceu as suas ligações a Coimbra, onde gravou o seu primeiro disco, em 1958.2 Foi influenciado pelas correntes de mudança que se faziam sentir naquela localidade, e pelo convívio com figuras como António Portugal, Flávio Rodrigues da Silva, Manuel Alegre, Louzâ Henriques, e Adriano Correia de Oliveira, que marcou especialmente a sua obra Coimbrã.3

Do período de intervenção social até à expulsão do ensino[editar]

Participa, frequentemente em festas populares e canta em colectividades, lançando, em 1960, o seu quarto disco, Balada do Outono. Em 1962 segue atentamente a crise académica de Lisboa, convive, em Faro, com Luiza Neto Jorge, António Barahona, António Ramos Rosa. Começa a namorar com Zélia, natural da Fuzeta, com quem virá a casar. Segue-se uma nova digressão em Angola, com a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, no mesmo ano em que vê editado o álbum Coimbra Orfeon of Portugal. Nesse disco José Afonso rompe com o acompanhamento das guitarras de Coimbra, fazendo-se acompanhar, nas canções Minha Mãe e Balada Aleixo, pelas violas de José Niza e Durval Moreirinhas.

Em 1963 termina a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, com uma tese sobre Jean-Paul Sartre, intitulada Implicações substancialistas na filosofia sartriana.

No mesmo ano são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro — o primeiro contra a opressão do capitalismo, o segundo, inspirado na miséria do Bairro do Barredo, no Porto — integravam o disco Baladas de Coimbra, que viria a ser proibido pela Censura.4 Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viriam a tornar-se símbolos de resistência anti-Salazarista da época.

Realiza digressões pela Suíça, Alemanha e Suécia, integrado num grupo de fados e guitarras, na companhia de Adriano Correia de Oliveira, José Niza, Jorge Godinho, Durval Moreirinhas e ainda da fadista lisboeta Esmeralda Amoedo.

Em Maio de 1964 José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção Grândola, Vila Morena. A música viria a ser a senha do Movimento das Forças Armadas no golpe de 25 de Abril de 1974, permanecendo como uma das músicas mais significativas do período revolucionário. Ainda naquele ano são lançados os álbuns Cantares de José Afonso e Baladas e Canções.

Ainda em 1964, José Afonso estabelece-se em Lourenço Marques, com Zélia3 , reencontrando os filhos do anterior casamento. Entre 1965 e 1967 é professor no Liceu Pêro de Anaia, na cidade da Beira, e em Lourenço Marques3 . Colabora com um grupo de teatro local, musicando uma peça de Bertolt Brecht, A Excepção e a Regra. Manifesta-se contra o colonialismo, o que lhe causa problemas com a PIDE, a polícia política do Estado Novo. Em Moçambique nasce a sua filha Joana, em 1965.

Residiu, entre 1964 e 1967, em Moçambique, acompanhado pelos dois filhos e pela sua companheira, Zélia, tendo ensinado na Beira, e em Lourenço Marques 5 . Nesta altura, começa a sua carreira política, em defesa dos ideais de independência, o que lhe valeu a atenção dos agentes do governo colonial.3

Intervenção política até à Revolução de 25 de Abril[editar]

Quando regressa a Portugal, em 1967, é colocado como professor em Setúbal; no entanto, fica a leccionar pouco tempo, pois acaba por ser expulso do ensino oficial, depois de um período de doença.3 Para sobreviver, começa a dar explicações.3 A partir desse ano, torna-se definitivamente um símbolo da resistência democrática. Mantém contatos com a Liga de Unidade e Acção Revolucionária e o Partido Comunista Português — ainda que se mantenha independente de partidos — e é preso pela PIDE. Continua a cantar e participa no I Encontro da Chanson Portugaise de Combat, em Paris, em 1969. Grava também Cantares do Andarilho, recebendo o prêmio da Casa da Imprensa pelo Melhor Disco do Ano, e o prêmio da Melhor Interpretação. Para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.

Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP Eu vou ser como a toupeira. Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum Venham mais Cinco. Ao mesmo tempo, começa a dedicar-se ao canto, e apoia várias instituições populares, enquanto que continua a sua carreira política na Liga de Unidade e Acção Revolucionária.3

Entre abril e maio de 1973 esteve detido no Forte-prisão de Caxias pela PIDE/DGS.

Período após a Revolução dos Cravos[editar]

Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, acentua a sua defesa da liberdade, tendo realizado várias sessões de apoio a diversos movimentos, em Portugal e no estrangeiro; retoma, igualmente, a sua função de professor.3 Continuou a cantar, gravando o LP Coro dos Tribunais, ao mesmo tempo que se envolve em numerosas sessões do Canto Livre Perseguido, bem como nas campanhas de alfabetização do MFA. A sua intervenção política não pára, tornando-se um admirador do período do PREC. Em 1976 declara o seu apoio à campanha presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho.

Os seus últimos espetáculos terão lugar nos coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, numa fase avançada da sua doença. No final desse mesmo ano é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa a distinção.6

Em 1985, é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, no qual, devido estado da doença, Zeca não consegue interpretar todas as músicas previstas. O álbum acaba por ser completado por José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em1986 apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo a Presidente da República.

sobre as composições e discos:

 

 

e em uma das suas mais importantes e derradeiras aparições ele canta um clássico: Os Vampiros – direto do Coliseu. Lembrando que ele ja estava muito debilitado de saúde na época.

aproveita!

 

Discografia do Zeca:

LP’s

Baladas e Canções (1964)

Cantares de Andarilho (1968)

Contos Velhos, Rumos Novos (1969)

Traz Outro Amigo também (1970)

Cantigas do Maio (1971)

Eu Vou Ser como a Toupeira (1972)

Venham mais Cinco (1973)

Coro dos Tribunais (1974)

Com as Minhas Tamanquinhas (1976)

Enquanto Há Força (1978)

Fura Fura (1979)

Fados de Coimbra e Outras Canções (1981)

Como se Fora Seu Filho (1983)

Galinhas do Mato (1985)

 

Ep’s

Coimbra (1953)

Fados de Coimbra (1956)

Balada do Outono (1960)

Coimbra (1962)

Baladas de Coimbra (1962)

Baladas de Coimbra (1963)

Baladas de Coimbra (1963)

Cantares de José Afonso (1964)

Baladas e Canções (1967)

Baladas e Canções (1967)

Baladas e Canções (1967)

Natal dos Simples (1968)

Resineiro Engraçado (1968)

Chamaram-me Cigano (1968)

Menina dos Olhos Tristes (1969)

S. Macaio (1969)

No Vale de Fuenteovejuna (1969)

Os Eunucos (1970)

Canto Moço (1970)

Grândola, Vila Morena (1971)

Cantigas do Maio (1971)

Maio Maduro Maio (1971)

Coro da Primavera (1971)

A Morte Saiu à Rua (1972)

Zeca em Coimbra (1983)

 

Singles

Fados de Coimbra (1953)

Fados de Coimbra (1953)

“Ó Vila de Olhão” (1964)

“Coro dos Caídos” (1964)

“Menina dos Olhos Tristes” (1969)

“Venham mais Cinco” (1974)

“O Que Faz Falta” (1974)

José Afonso (1975)

“Viva o Poder Popular” (1975)

“Grândola, Vila Morena” (1975)

“Os Índios da Meia Praia” (1976)

“Grândola, Vila Morena” (1977)

 

carlos+froufe+zeca+angola+75

 

Em sequência iremos pondo discos do Zeca na pagina Discos do Dia. Fica esperto!

 

 

logoradio.jpg

 

 

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