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Boas!! Hoje iremo à Caça da Raposa junto de João Bosco e Aldir Blanc.

Lembrando que todas as letras são de Aldir Blanc e as composições de Bosco. Os arranjos ficaram nas mãos de Cesar Camargo Mariano.

João Bosco

João Bosco

João Bosco, é mineiro de Ponte Nova, começou no violão aso 10. Começou Eng. Civil mas sei deixar a musica de lado. Influenciado pelo Jazz, Samba e Tropicalismo. Lançou seu primeiro disco em 1973.

Ouvi João Bosco pela primeira vez em minha casa, quando estava escolhendo o artista novo, desconhecido, que viria gravar o outro lado do compacto simples do Disco de Bolso. Achava que seria meio impossível encontrar alguém que tivesse fôlego para encarar o artista consagrado do outro lado do disco, Tom Jobim, com Águas de Março, temendo que viesse a jogar o desconhecido numa “gelada”. Foi um susto. Qualquer uma das músicas que ele apresentou naquele dia, poderia entrar no disco. Depois de muita conversa e controversia, resolvemos ficar com Agnus Sei, considerando sua parceria com outro craque, Aldir Blanc. Depois do disco pronto, Tom Jobim pediu para ouvir o outro lado. Depois de uma grande pausa, olhou pra mim e disse: Ô Sergio, você está querendo me derrubar! Cobriu o João de elogios. Rimos muito, ainda sem saber que aquele seria um disco histórico, pois lançava Aguas de Março, considerada posteriormente como a música do século e a descoberta de “um tal de João Bosco”.
Não vou me ater à nossa convivência cercada de ótimos momentos, pois seria assunto para um livro. Quero fazer uma análise, isenta, do artista. E digo simplesmente, que se trata de um fenômeno. Sua melodia, seu ritmo, sua harmonia, seu censo de arranjo, ultrapassam os níveis aceitáveis pelos mestres. Seu violão é eletrizante, e suas levadas antológicas por descreverem o ritmo brasileiro “nunca dantes navegados”, comprovando a diversidade de nossa rítmica de maneira rica e surpreendente. Sua voz alinhava todo esse universo sonoro com modesta intervenção, dando chance para que os versos ecoem com a mensagem pretendida. Na forma final, ao juntar todos estes valores num palco, é a explosão de um verdadeiro gênio musical da raça. É o Brasil se mostrando forte, ancorado em suas verdadeiras origens, ostensiva e orgulhosamente assumido. Ao ouvi-lo, da gosto de ser brasileiro.”
SERGIO RICARDO

Aldir Blanc

Aldir Blanc

Aldir Blanc é carioca, é compositor e escritor.

ALDIR BLANC MENDES, compositor, nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ) no dia 2 de agosto de 1946.

Nasceu no bairro do Estácio, tendo residido também na Tijuca. Começou a compor na adolescência, época em que também aprendeu a tocar bateria. Foi como baterista que tocou no Teatro Azul e participou do grupo Rio Bossa Trio, que, com a inclusão de seu parceiro Silvio da Silva Jr., passou a se chamar GB-4. Em 1966, ingressou na Faculdade de Medicina, onde se especializou em Psiquiatria.

Em 1968, sua composição A NOITE, A MARÉ E O AMOR (parceria com Silvio da Silva Jr.) foi uma das classificadas no III Festival Internacional da Canção (FIC). No II Festival Universitário de MPB (FUMPB), no Rio de Janeiro (RJ), em 1969, classificou três músicas: NADA SEI DE ETERNO (parceria com Silvio da Silva Jr.), interpretada por Taiguara, MIRANTE (parceria com Cesar Costa Filho), interpretada por Maria Creuza, e DE ESQUINA EM ESQUINA (com Cesar Costa Filho), interpretada por Clara Nunes. Em 1970, classificou DIVA (parceria com Cesar Costa Filho) no V FIC, e AMIGO É PRA ESSAS COISAS (com Silvio da Silva Jr.) no III FUMPB. Nessa época, integrou o Movimento Artístico Universitário (MAU) com seus amigos de bairro (Cesar Costa Filho, Gonzaguinha, Ivan Lins e Marco Aurélio), que pretendia maior divulgação da música brasileira.

Ainda em 1970, conheceu João Bosco, um de seus parceiros mais importantes e com quem conheceu os primeiros sucessos. Em 1971, Elis Regina gravou BALA COM BALA (primeiro sucesso da dupla). Em 1972, lançaram AGNUS SEI, interpretada e acompanhada ao violão por João Bosco, no primeiro Disco de Bolso, do semanário O Pasquim. Em 1973, foi lançado pela RCA um LP em que João Bosco interpreta composições da dupla. Em 1974, Elis Regina lança outro LP pela Philips, incluindo novas composições da dupla: O MESTRE-SALA DOS MARES; DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CÁ e CAÇA À RAPOSA.

Ainda em 1974, Aldir Blanc foi um dos fundadores da SOMBRÁS, entidade destinada a defender compositores e direitos autorais. Em 1975, saiu pela RCA o LP “Caça à Raposa”, de João Bosco, com DE FRENTE PRO CRIME, KID CAVAQUINHO e outras, além daquelas lançadas por Elis Regina, que também gravou um dos maiores sucessos da dupla: O BÊBADO E A EQUILIBRISTA, em 1979.

Abandonou definitivamente a Medicina em 1973 e fundou, em 1979, a Sociedade do Artista e Compositor Independente (SACI). Em 1983, rompeu sua parceria com João Bosco. Com sua criatividade, riqueza e fluidez verbal, nem sempre é fácil encontrar um compositor que se adeqüe à poesia de Aldir. Teve vários outros parceiros, como, por exemplo, Maurício Tapajós, com quem compôs a bela QUERELAS DO BRASIL, entre várias outras obras. Foi ainda com Maurício Tapajós que Aldir se aventura como intérprete num LP independente (hoje raro), em 1984.

Outros parceiros constantes de Aldir são Moacyr Luz e Guinga. Leila Pinheiro grava, em 1996, o disco “Catavento e Girassol”, exclusivamente com composições da dupla Guinga/Aldir Blanc. Ainda em 1996 foi lançado o disco comemorativo “Aldir Blanc – 50 Anos”, com diversas participações especiais. Nessa época, foi convidado por Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha, para colocar letra em quatro músicas inéditas do avô.

Cronista do jornal carioca O Dia (desde 1995) e de O Estado de São Paulo (desde 1996), publicou livros, entre eles: Rua dos Artistas e Arredores (1979), Brasil Passado a Sujo (1993), Vila Isabel – Inventário de Infância (1996) e Um Cara Bacana na 19ª (1996). Também foi encenado em 1999 o musical Aldir Blanc, Um Cara Bacana, escrito por Cláudio Tovar.

**extraído da Enciclopédia da Música Brasileira 2ªed. (ART-Publifolha – 1998)

 

OUVIR! LISTEN! João Bosco – Caça à Raposa – 1975

A1 O Mestre-Sala Dos Mares 3:05
A2 De Frente Pro Crime 2:10
A3 Dois Prá Lá, Dois Prá Cá 2:46
A4 Jardins De Infãncia 2:32
A5 Jandira Da Gandaia 3:40
A6 Escadas Da Penha 2:45
B1 Casa De Marimbondo 2:38
B2 Nessa Data 3:35
B3 Bodas De Prata 3:00
B4 Caça à Raposa 2:52
B5 Kid Cavaquinho 2:57
B6 Violeta De Belfort Roxo 2:36

Nossa equipe:

João Bosco, violão e vocais
Cesar Camargo Mariano, teclados
Dino, violão 7 cordas
Neco, cavaquinho
Toninho Horta, guitarra
Luizão, baixo
Pascoal Meireles, bateria
Chico Batera/ Everaldo Ferreira, percussão
Gilberto D’Avila, surdo
Doutor, surdo de repique
Raymundo Bittencourt/ Joab / Helio Belmiro, coros

Faça bom proveito deste excelente disco!

Boa Audição!

Stay Beautiful!

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